domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Defensor dos Desejos

Você pode vir quando você quiser?
Quando bem entender se é que entende
Só você deseja aqui
Objetifique-me, objetifique-me e eu nem desejo?
Porém, lembre-se: se eu não desejo
Se eu não sinto faltas
Eu não te amo
Se parcelas de meus desejos não são comidos por ti
Você morre aos pouquinhos e me mata
Porque não comerei outros frutos que não os seus

Ontem pela madrugada, encontrei um meu desejo delicioso
E o defendi dos monstros, ele foi para dentro de meu ser
O que dizer dos sonhos, só eles me alimentam?
Sinto o gosto escorrendo pelos lábios
Se você chegar apenas quando você quiser
Você perderá o de comer
Se você não se alimentar de mim
De quem você se alimenta para continuar vivo?
Eu me relaciono com pessoas que faltam
Pessoas falhas, mas que me alimentam às falhas

Se você só vir quando você desejar
Quando bem entender, você não me respeita
Deixe-me desejar, mas não me deixe
Cheios de alimentos a
Podre sendo
Tenho que lutar contra bravos cães que querem comer meus frutos
Se eu te amo, deixe-me-te para nós nos amarmos
Se só o seu desejo me importa
Se você sumir demais
Eu começo a morrer, o laço se rompe

Alimente-me, não me aliminta, queira-me-com-merrespeito
Teus desejos não estão mais tão saborosos
Passei as noites lutando contra monstros sozinhos
Para defender meus alimentos para ti
Você não chegou nessas noites
Assim não haverá mais dias por enquanto
Eu preciso descansar todas as manhãs
Você chega com poucos desejos
E eu não tenho mais forças para abrir a boca ou o cu
E faço grandes merdas fétidas e moles; isso não é comida e eu afasto assim o mal; o que é de bem não se afastará e me limpará