segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

XIII

I
Como você foi cair nessa conversa?
Como você se deixou levar por?
Onde você se colocou?
Por que onde você foi durante?

II
Não coaduno com a burrice de meus não tão próximos
Não que eu não confie em nós ou em mim
Não é questão de jogar a confiança a objetos
É a questão de confiar no amor
É a
É a questão para confiar
Se eu não colocar o amor, não amo, não confio
Eis que acho meu objeto em direto que fantasio com o nome de amor
Há pessoas que dão outro nome para um objeto semelhante

III
Há pessoas que transvestem esse objeto pelo nome de deus
Quase sempre pelo nome do pai
Eu o transvisto pelo nome de amor e em nome de, pelo nome de mãe
Eu confio nisso porque isso não me deixa cair
Eis o meu veículo não tão desconfiável, eu já o tentei atacar, ele é forte
Ele me sustenta, mas qual será o meu peso?

IV
Não somente tenha certeza da dúvida, nem a dúvida da certeza
Esteja também certo da certeza e duvide da dúvida
Será que um psicótico não alcança isso?
Será que só um psicótico não alcança?

V
Após jogar areia na comida das crianças,
Ele retornou
Ora, muito oculpado
Hora, que horas são?
Em que momento você caiu?
Quem derrubou quem?
Perguntas para as quais nunca obteremos respostas
A não ser por repetições
As coisas, elas se repetem
Não sentimos dores de barriga uma só vez na vida
O que mais me dói é saber que eles criaram mil teorias mais
Mais de mil teorias, todas idiotas como eles,
Teorias para o que ocorreu
Hora, o que ocorreu, ocorre e você não socorre?
Ora nossa! Mas estava nas fuças deles o que ocorreu?
O que ocorre, você não socorre embora só ocorra
O que ocorre só ocorre, mas não ocorre só
Você não está só nisso, embora, muitas vezes, só corra
Talvez eu comprei a areia

VI
Se o clima de casa não está agradável
Não é indo à rua que você vai se agradar
Não foi por falta de aviso, mas por falta de visada
Como não vês? Que burrice! Os idiotas caem, e eles não caem só uma vez
Seria mais simples contar a quantidade de vezes que eles estão de pés
Os idiotas não têm pés? Eles são monstruosos planetários, planotários

VII
Ele me disse que estava muito ocupado
Ou seria o culpado?
Não foi por falta de ocupação que deixamos minha mãe morrer
Mas eu era apenas uma criança

VIII
Minha vida é uma longa espera por minha mãe
Minha vida é uma longa espera através de minha mãe
Eu espero muito, quantas idas à porta?
Através do que foi atravessado, me dói também
Dor e solidão em longas esperas
Sempre ou quase sempre me deixam esperando
Ou sou eu que me faço esperar?
Minha mãe é uma longa espera por minha vida
Minha mãe é uma longa espera através de minha vida
O pensamento, deixem-me ser mais claro ainda, de minha mãe
Vem-me, treme quando me deixam só
Os oculpados me deixam esperando assim como a deixaram esperando

IX
Eu sou minha mãe
E sou sem preposição para dizer que sou de minha mãe
Aprendi vivenciando que ser como ela era me fazia bem
Fazia-me sentir felicidade
Porém, ser sem ela é difícil
Se eu for metade do que minha mãe foi, estarei satisfeito já e não jaz satisfeito
Se eu for por inteiro, eu não me serei, eu não merecerei
Mas não é questão de merecimento, o amor
Eu sei onde fui durante

X
Meu peso não me deixa levar por
Haja sublimação para as mulheres não treparem
O tanto que elas não trepam me dói nas vísceras
Sentir-se molhada é divino
Molha-te toda, você me molha também?
Passo noites em dialéticas

XI
Sabe da noite, o que você fez do seu dia?
Torna-te mulher, torna-te
Te toma, coma, com ajuda, cona ajuda
Nem é cona Judas, o que você fez do seu dia?
Tu te sabes e ainda bem que tu te sabes
Tu te sobes, avançar sobre ti mesma e não sobre os outros
E assim evolui o ser que sabe amar
Você sabia disso, o que você fez do seu dia?

XII
Mas
Tenta te tornar aquilo que é reversível
Não entre sem sair
Pois não se sai sem entrar
E lembre-se bem da nossa sociedade quando digo:

Só há amor entre mulheres

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