quarta-feira, 13 de março de 2013

130310013031


)Passei as mãos pelos cabelos e disse:
- É a vida mesmo assim.(

Ele queria reamar
É necessário, há imprecisões, não é preciso

E quem diria que ele suportaria? --
E quem diria? ---
3 anos jaz
Jaz-me eu, jaz-me tu
Às vezes, tenho que lembrar a minha família que
Eu não acredito em suas mentiras
Eu acredito em outras mentiras

Jaz-eu tu, Jaz-tu eu
Quem diria que ele aguentaria? -
E melhor, sem o amor em Bi, aquele que todos almejam
Aquele que todos querem
O amor dual, Bi, entre dois
Adentro todas as tentativas malogradas
Todas as tentativas, todas as tentavidas sem êxito

E sem retornar a mim, sempre em busca
Do outro que não eu
Às vezes, creio que minha família precisa aprender a amar
Não posso amá-los se todos estão fechados
Lembro-me de algumas poucas amizades que não deram certo
E outras tantas enormes em qualidade
Eis que sou numérico

Número, música, amor, Outros
Os outros que estão dentro de mim
Creio um vínculo tão forte com meu ele
Não preciso falar muita coisa para ele saber que o amo
O amo em silêncio, gosto do silêncio quando preciso
E estou precisando dum silêncio o qual escuto
Escute todos os silêncios ao seu redor, quais deles te amam? ....

São poucos os silêncios que amam
Olho para minha vizinhança, alguns Outros que não conquistei
Como fazem zoada! Como fazem zoada! .
Eles que dançaram sobre o caixão de minha mãe
Continuam dançando, sei que isso vai atormentar o resto de minha (in)existência
Quando eu existir, quando eu finalmente Ser
Quando eu descer as escadas de minha casa

Quando eu sair de meu quarto, eu sei que eles lá estarão dançando
Olho para meus pés, eles queimam, fiz um movimento violento
Olho para ela, ela e o portão, o que ela procura? .-.
Não pedirei desculpas por parecer tão real? Aqui eu posso ser
E sabemos que ser é muito perigoso
Ela está ali, quem será ela além do portão? --..--
O que seria do portão sem ela? .. 

Mas eu não consigo decifrar ou interpretar muita coisa
Saibas que há muitas coisas escondidas no que escrevo
Algumas coisas nem ainda sei eu, eu não me sei
E, além disso, além do portão, o que será? .-..
Parei um momento, começo a perceber que eles são tão parecidos comigo
E então os vejo dentro de mim
O que seria do amanhã sem o portão a ser atravessado? ---

Porém, sabes bem que alguns portões não são tão atravessáveis
Sabes bem que alguns hojes são longos
Alguns hojes permanecem em nossa alma, nem são mais ontens
Pensei viver sempre na noite, por nunca ser de amanhãs
Mas nem é, abro os olhos e sinto o sol, sentir o sol sem ela e sem ele é tão difícil
Mas tão necessário, entro em perigo de mim
Sei que há um prazer em continuar com essa dor, mas não quero mais tais dores

3 anos e o mesmo portão
130.310 ...-
13.03.10 .
1.30.31.0 -.--
1.3.03.1.0 ---
1.3.0.3.1.0 ..-
3 anos e as mesmas faces

Vim escrevendo coisas densas e difíceis de serem interpretadas
E já vejo que é amanhã sem ela, e vejo a ilusão que criei para não suportar o real
Algumas ilusões precisam ser quebradas para viver
Pena que muitos de minha família não percebem
Não sabe o quanto essa falta de estudo de si nos fazem mal
Algumas brigas que uns têm com outros, tudo isso nos fazem mal
Ve-jaz-me como estou, cansado

E percebo que minha família está dentro de mim
Minha família é tudo que me vê ou que me afeta
Vejo meus irmãos brigando, discutindo por diferenças
De ferir o Igual, todos somos parecidos
Tiro essa besteira de tentar diferenciar
E percebo que todos fazem parte de mim
E que estou me decompondo por tais brigas

Preciso de outros para me saber
Saber os muitos que fazem vínculos dentro de mim
Gene por gene, estrela por estrela, idiota por idiota
Eis que não aguento o fogo nos meus pés e está tudo queimando
Finalmente olho para baixo
E vejo seqüência de caixões sob meu Ser dançante
Ser, tão difícil Ser, por que matas?

Meus genes, pequenas estrelas, caixão por caixão
Todos esses idiotas que já estão dentro de outro idiota que acha que sabe
A desidiotização de um ser talvez seja alcançada em pleno desser
Mas não quero desser agora
Quando a queda será grande, todos aqueles debaixo soterrar-me-ão
Eu descubro que sou ela-melancolia olhando por eu-portão
Descubro que sou ele-silêncio e ele-lágrimas

Descubro que sou eles-dançando-sobre-o-caixão-dela
Descubro que sou ela-esculhamba-o-eu
Descubro que sou ele-que-me-ama
Descubro que sou eles-amigos
Descubro que vou me sendo
E descubro que sou ela-morta, que está queimando meus pés com os outros
E preciso dançar, não posso parar de dançar

013 sou constituído desses dígitos 031, não apenas de 0 e de 1, há um dígito que me é Sou
Eis que ela se transformou em dinheiro
Preciso enxergar isso de alguma outra maneira, isso me destrói
Todos querem o meu dinheiro, o dinheiro dela, desde que ela era em vida
Eis que atormentam todos os mortos dentro de mim
Estou triste, tentei ajudar umas pessoas que talvez passassem pelo mesmo que passo
Não consegui, será que elas passavam? Tentei dessignificar e sofri com essa brincadeira

Precisei aprender que precisava mudar o início da solução que dei
Um erro terrível, no término de uma solução, já para dar uma solução errada
Troquei um sinal e fui a resultados diferentes; os genes riram do idiota formado
Seria tão mais simples bacteriomorfizar-se
Mas quis o mais complicado, arco com as conseqüências do meu Ser e atiro-me
Em direção a meu rabo já tão pontudo, escalo até a lua
Aprendi que precisava desaprender muito, e já não era mais possível

Então aprendi a aprender outras possíveis soluções
Mas não há soluções! Pois não há problemas
Isso que chamam de problemas, chamas também, e te queima por dentro
A angústia, a tristeza, a solidão; e aquele foi dando Outros significados
Eu, Ser de demasiada tristeza, quem diria?
Aquele ser do sorriso admirável de criança
Aparecerão novos caixões sob o meu Ser que vai deslizando, algum dia ele cai

É impreciso, não há precisão, há necessidades
Ele queria recair

(Ela passou as mãos pelos meus cabelos e me disse:
- A vida é assim mesmo.)