segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Monólogo

Houve um tempo que acreditei no amor
Houve um tempo que pensei que tudo daria certo

Faça-me escrever novos versos
Faça-me escrever novos versos

Estou caindo... Caindo mais uma vez
Caindo da queda... Caindo do aqui de outrora que já caí até
Caindo para sempre... Sempre caindo
Cairei mais uma vez

Sempre que se sentir sozinho
, lembre-se de mim,
lembre-se de mim
como as flores lembram
dum amanhecer que nunca foi
numa noite longa e escura como sua mente.

Sempre que se sentir sozinho
, lembre-se de mim,
pois a solidão nos liga
como pérolas e pérolas num colar

Faça-me escrever novos versos
Faça-me escrever novos versos

Eu sou de versos
Versos e letras
Letras e versos
e vice-versa
e versa e vice
Vice bem muito
Pois (con)versarei contigo

Não, você não será capaz de atravessar meu
Rio de lágrimas
. Acostume-se com o rio, (não) navegue!

Sou de silêncios, silêncios
de noites e noites em claro
Silêncios, lágrimas e saudades
Saudades do que era meu e não é mais
Quem sabe nunca foi meu

Faça-me escrever novos versos
Faça-me escrever novos versos

Deixe-me pelo avesso
Vista-me pelo inverso
Não preciso pedir para inverter o que digo
Seus ouvidos adoram o que sussurro
Suas mãos adoram o que te entrego
E agora é todo seu
Seu to(d/l)o... Seu e de todos
Somos seres somoS
E seremos to(d/l)os
Você só escuta o que você quer

Você não sabe escrever novos versos
Eu não escrevo, eu sou escrito

Mas para que dizer isso se você não entende

E estou caindo, caindo novamente
Caindo...
Caindo do nível zero
Poucos conhecem o que há...
E de tão sub, ele aparecerá depois sobre
Não sentirei falta
Pois só posso sentir falta do que tive
O que nunca tive, não conheço
E eu vou continuar escrevendo

Às vezes preciso encarar o que é escrito em mim
Encarar o que escrevo
Se eu precisasse de estímulo para isso, nem teria começado

Houve um tempo que acreditei no amor
Eu sonhei.
..Desculpa..
. Você me acordou desta vez.

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