terça-feira, 14 de junho de 2011

Sol da Meia-Noite

(Acho que seria mais do mesmo, dizer que estou triste, então passarei a escrever sobre uma vida bonita, na qual o personagem é bastante feliz.
... ... ... ... ... ... ...
Desculpa por tentar...
Acho melhor não tentar escrever sobre isto: "O Dia Perfeito"; seria que nem as tentativas frustradas de escrever sobre os seres humanos. Dedico este poema às pessoas que me deixam feliz:)



Mantive-me dentro de uma solução hipotônica
Olhos estáticos; n'algum lugar
Ressoa as batidas do emaranhado
Terrivelmente perdido
E, em, e ,cheio de, uma luz n'outrora

Eu não consigo ver o sol
Mas posso sentí-lo, por entre os fios
do meu coração, o qual alguéns tentaram desemaranhar

Eu não consigo ver o sol
Aquela luz me cega, eu não enxergo
E por não enxergar, fico feliz, pois passando a
não enxergar, passo a sentir

Eu não consigo ver o sol
Mas sei que de alguma forma, mesmo que
friamente, ele me queima, queima meus dedos
os quais passam a não sentir dor

Eu não consigo ver o sol
Porém sei que de alguma forma ele me acompanha
E quanto mais eu fujo, mais sei que sou dele

Eu não consigo ver o sol
e isso é bom, pois eu deixo de ser
a luz que tuas pupilas me desenha, para ser
a ausência de ausência de luz que teu emaranhado sente

Eu não consigo ver o sol
Nem ele consegue me ver
Quando nós nos prepararmos o bastante,
poderemos enfim nos ver...

Assim fico aqui
Meus amigos foram embora
Assimétrico nos meus pensamentos
Nem ao menos uma luz eu enxergo
Deixo-me de molho, o sol está dentro de alguma caixinha
A qual eu perdi em algum lugar

Bem, meus amigos, vocês não sabem quem sou
Retornar para mim é um sonho, mas eu não sei dormir
E nem sei sonhar, só a música
Não deve estar longe, o sol
Apenas perdido dentro de mim