terça-feira, 22 de dezembro de 2015

E começo a reversar

Uso-me do que meu me é e me usa
E começo a versar, tenho que versar

Cansado de conversar
Não quero converser
Agora vou verbando
Mãe ou mão
Troco sem querer
É da ausência dela que parto o texto
É como escrever sem mão
Para tocá-la novamente

Assim vai partindo o que chamo de poesia
É como um serter ou um terser, tesser, tecer
É de minha mãe que me falta cinto, eu colido e vou
Eu cinto muito, e estou preso nisso talvez
Querendo passar todos os passados
Quando tocarei minha mão?

É de muito de dentro que escrevo, de de de
Parece-me que inscrevo, intento
Colocar algo ali onde sempre irá faltar

Não quero algo que prenda a passagem
Pois respiro por esse buraco
Porém, estou respirando além do que meu pulmãe serporta
Numa pequena inspioração, posso estourar em pedacinhos

Ou cinto muito ou há pouco sinto que me sergure
É como ter perdido a inoção, a inoesersência
E só tenho como perder a respiração, e e e

Pares-ser-me que não perdi somente a mão
Perdi o piano, perdi a escrita, perdi o tesser
Perdi o toque, perdi o aperto de mãe, o abraço

Dou-me o que me-resta às pessoas que não meressão
Elas fazem o que querem com o que sou
Com o meu mais íntimo
Sem saber que no meu mais íntimo
Há algo que nem eu sei, que somente sou
Que mata o que me mata
Como se no corpo de um cadáver tivesse uma bomba
E essa bomba explodisse os que assam sinos, sins e nãos

O corpo que cai puxa o mundo com ele

Eu perdi o piano, mas eles perdem o quê de ouvir
Perdi a escrita, mas eles perdem o quê de ler
Perdi o tesser, mas eles perdem a tessertura
Perdi o toque, mas eles perdem o tocado
Perdi o aperto de mãe, mas eles perdem a mãe
Não perderam a mão, perderam o braço

E começo a reversar, tenho que reversar
Pois me uso do que sendo meu também sou dele

Mostrando que os fugitivos da morte, fogem da vida
Que os fugitivos da vida, fogem da morte
Ao fugir de uma, conseqüentemente fogem das duas
Ainda tem gente fugindo de uma terceira coisa:
De si

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Antes e após fazer sem-ti-dor

Eu não me importo se você continua mentindo para mim
Eu não me importo se você mente para mim
Você continua preso a mim

Eu começo a rir de desespero por saber que largo sem saber
E o sabor desaparece após muito me chupar
E começas a sentir o gosto da tua própria boca
A fonte seca após muito jorrar
E meus lábios necrosam com a ausência do dito que não digo

Lambo-me com o que digo
Sílaba por sílaba, osso por osso
Articulo minhas palavras com maestria sem mãos, sem mães
Sei o que e quando usar
Palavrões não me dizem o que chupo das palavras pequenininhas

Há um saber todo especial entre tua virilha e o meu nariz
Desconhecia tal saber, sempre desconheço, lambo-te-não-me-lembro
Agora tenho que administrar o que passei a sabor
Não tem como passar a sem ser passado
Atravessado, através disso, partículas permanecem e eu fico

O quanto e como quero?
E tu achas que me importo se mentes ou não para mim
O maior enganado é o enganador
A dor o engana mais ainda
Sem localizar, ele não sabe por onde sofre, nem como sofre

Mas só sabe depois, pois eu fico
Os seres de amores são seres tapeadores
Que merda eles não tapearem a morte ao invés de me tapear
Cavar a cova: eis a burrice maior dos tapados
Saber sem sabor: eis o que não fica

Eu o deixo,
Ele morre.
E nem gasto minha saliva

Depois de ter sem-ti-dor:

Pego as letrinhas e começo a esticá-las
Vou treinando para elas não servirem
As que podem romper, uso
E minto para a morte
Digo que ainda tenho que terminar um poema
Como as letrinhas para me vestir por dentro
Brotam letrinhas de minhas unhas
Elas não valem dinheiro
As minhas mães são sujas o bastante
Elas parem sem parar
E só minto para a morte
Mas isso não importa
Pois nem paro para parir

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Defensor dos Desejos

Você pode vir quando você quiser?
Quando bem entender se é que entende
Só você deseja aqui
Objetifique-me, objetifique-me e eu nem desejo?
Porém, lembre-se: se eu não desejo
Se eu não sinto faltas
Eu não te amo
Se parcelas de meus desejos não são comidos por ti
Você morre aos pouquinhos e me mata
Porque não comerei outros frutos que não os seus

Ontem pela madrugada, encontrei um meu desejo delicioso
E o defendi dos monstros, ele foi para dentro de meu ser
O que dizer dos sonhos, só eles me alimentam?
Sinto o gosto escorrendo pelos lábios
Se você chegar apenas quando você quiser
Você perderá o de comer
Se você não se alimentar de mim
De quem você se alimenta para continuar vivo?
Eu me relaciono com pessoas que faltam
Pessoas falhas, mas que me alimentam às falhas

Se você só vir quando você desejar
Quando bem entender, você não me respeita
Deixe-me desejar, mas não me deixe
Cheios de alimentos a
Podre sendo
Tenho que lutar contra bravos cães que querem comer meus frutos
Se eu te amo, deixe-me-te para nós nos amarmos
Se só o seu desejo me importa
Se você sumir demais
Eu começo a morrer, o laço se rompe

Alimente-me, não me aliminta, queira-me-com-merrespeito
Teus desejos não estão mais tão saborosos
Passei as noites lutando contra monstros sozinhos
Para defender meus alimentos para ti
Você não chegou nessas noites
Assim não haverá mais dias por enquanto
Eu preciso descansar todas as manhãs
Você chega com poucos desejos
E eu não tenho mais forças para abrir a boca ou o cu
E faço grandes merdas fétidas e moles; isso não é comida e eu afasto assim o mal; o que é de bem não se afastará e me limpará

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

XIII

I
Como você foi cair nessa conversa?
Como você se deixou levar por?
Onde você se colocou?
Por que onde você foi durante?

II
Não coaduno com a burrice de meus não tão próximos
Não que eu não confie em nós ou em mim
Não é questão de jogar a confiança a objetos
É a questão de confiar no amor
É a
É a questão para confiar
Se eu não colocar o amor, não amo, não confio
Eis que acho meu objeto em direto que fantasio com o nome de amor
Há pessoas que dão outro nome para um objeto semelhante

III
Há pessoas que transvestem esse objeto pelo nome de deus
Quase sempre pelo nome do pai
Eu o transvisto pelo nome de amor e em nome de, pelo nome de mãe
Eu confio nisso porque isso não me deixa cair
Eis o meu veículo não tão desconfiável, eu já o tentei atacar, ele é forte
Ele me sustenta, mas qual será o meu peso?

IV
Não somente tenha certeza da dúvida, nem a dúvida da certeza
Esteja também certo da certeza e duvide da dúvida
Será que um psicótico não alcança isso?
Será que só um psicótico não alcança?

V
Após jogar areia na comida das crianças,
Ele retornou
Ora, muito oculpado
Hora, que horas são?
Em que momento você caiu?
Quem derrubou quem?
Perguntas para as quais nunca obteremos respostas
A não ser por repetições
As coisas, elas se repetem
Não sentimos dores de barriga uma só vez na vida
O que mais me dói é saber que eles criaram mil teorias mais
Mais de mil teorias, todas idiotas como eles,
Teorias para o que ocorreu
Hora, o que ocorreu, ocorre e você não socorre?
Ora nossa! Mas estava nas fuças deles o que ocorreu?
O que ocorre, você não socorre embora só ocorra
O que ocorre só ocorre, mas não ocorre só
Você não está só nisso, embora, muitas vezes, só corra
Talvez eu comprei a areia

VI
Se o clima de casa não está agradável
Não é indo à rua que você vai se agradar
Não foi por falta de aviso, mas por falta de visada
Como não vês? Que burrice! Os idiotas caem, e eles não caem só uma vez
Seria mais simples contar a quantidade de vezes que eles estão de pés
Os idiotas não têm pés? Eles são monstruosos planetários, planotários

VII
Ele me disse que estava muito ocupado
Ou seria o culpado?
Não foi por falta de ocupação que deixamos minha mãe morrer
Mas eu era apenas uma criança

VIII
Minha vida é uma longa espera por minha mãe
Minha vida é uma longa espera através de minha mãe
Eu espero muito, quantas idas à porta?
Através do que foi atravessado, me dói também
Dor e solidão em longas esperas
Sempre ou quase sempre me deixam esperando
Ou sou eu que me faço esperar?
Minha mãe é uma longa espera por minha vida
Minha mãe é uma longa espera através de minha vida
O pensamento, deixem-me ser mais claro ainda, de minha mãe
Vem-me, treme quando me deixam só
Os oculpados me deixam esperando assim como a deixaram esperando

IX
Eu sou minha mãe
E sou sem preposição para dizer que sou de minha mãe
Aprendi vivenciando que ser como ela era me fazia bem
Fazia-me sentir felicidade
Porém, ser sem ela é difícil
Se eu for metade do que minha mãe foi, estarei satisfeito já e não jaz satisfeito
Se eu for por inteiro, eu não me serei, eu não merecerei
Mas não é questão de merecimento, o amor
Eu sei onde fui durante

X
Meu peso não me deixa levar por
Haja sublimação para as mulheres não treparem
O tanto que elas não trepam me dói nas vísceras
Sentir-se molhada é divino
Molha-te toda, você me molha também?
Passo noites em dialéticas

XI
Sabe da noite, o que você fez do seu dia?
Torna-te mulher, torna-te
Te toma, coma, com ajuda, cona ajuda
Nem é cona Judas, o que você fez do seu dia?
Tu te sabes e ainda bem que tu te sabes
Tu te sobes, avançar sobre ti mesma e não sobre os outros
E assim evolui o ser que sabe amar
Você sabia disso, o que você fez do seu dia?

XII
Mas
Tenta te tornar aquilo que é reversível
Não entre sem sair
Pois não se sai sem entrar
E lembre-se bem da nossa sociedade quando digo:

Só há amor entre mulheres

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Auf-mensch / Θεοτόκε

Ó vós que, do alto das colinas, grita
Homem, vá ser homem na vida
Ó voz que, do centro do vento, clama
Vá ser

Vozes ou vós, quem sabe mais?
Quem aposta no primeiro, saberá o que é a justiça divina
A mão sempre massacra o peito de quem é
Entre o ser e o ter, o evanescer

Ainda me encontro nesse último
Os outros entram em relação com o medo
Medo verbo, sou parte disso também
A mais importante parte para mim
O que posso fazer com isso?

A tristeza, a, ser, tu não a tens
Tu a fazes e fezes
Percebo-me
Ó vós, voz não é do alto

Postergo-me
Tenho que ficar por mais tempo
Adio-me e odeio-me, entristecido
A tristeza não é algo que se tem
Quem é você para ter a tristeza?
Quem é você para ter felicidade ou para ser feliz?

Como você pode querer ter uma ação?
A, tu não és do alto, não mesmo
Se eu fosse do alto, eu ainda queria ser tocando em todos
Não um acima, algo sem tocar, é ilógico, preso só se for às mentiras

Vós não sabeis de algo
É a voz influenciada por vós que sabe
E ela não emana, ela não vem misteriosamente
Não tenho o controle de tudo, mas posso inferir o que virá
Não tenho tristeza, não culpe a vítima, não se vista de vítima

Diante da morte de um pai, cada filho terá uma reação diferente
Terá, até mesmo, aquele que tentará matar de alguma maneira seus futuros amores
Terá o que lutará contra a condição humana ditada por humanos
Terá o que se usará de termos mentalistas
Terá aquele que acreditará em utilidades utilitaristas e não pragmatistas
Terá aquele que se tornará a figura do pai
E todos eles, a, todos eles, que causa o desejo, todos eles, morrerão

Você sente sim o motivo
É para vocês que escrevo
E esse é o único caminho pelo qual ele nunca se sentirá ameaçado
Pois aqui ele brinca com o sentimento deles percebendo pela altura
Por uma altura intocável, uma posição intocável

Vocês sabem bem que isso não se sustenta
E que é uma enorme mentira
Todos sabemos: vós e vozes sabem
Eles criam camadas, assim eles se escondem dos males que fazem
Não há responsabilidade, só há competitividade
Você sabe que eles só querem um líder, e... Derrubar talvez

Diante desses comportamentos inteligentes, eu sou burrinho
E acabo cedendo e sendo sem perceber
E eles me atacam
Não quero reconstruir Mazeppa, isso sempre se repete
Essas coisinhas que se repetem, prestem atenção

Nada disso tu tens, tu comes calado
Mas quem és tu para conjugação diferenciada do uso
Como queres, tu, tocar corações escrevendo com pompa
Isso é escrita de gente medrosa

Porém, revolte-se ou não, não faça o que digo, continue
No alto da colina, eu jogarei sempre bombas para os mosteirentos
Gosto de pessoas que não escondem o odor de pessoa que eles, isso sim, que eles têm
Deixe-me brincar um pouco mais

Não escreverei com rimas bobas
Talvez, em alguma maneira de me ler, você ache alguma rima
Minha musicalidade não é idiota, ela é extremamente exigente de verbos
Não respeite as vírgulas muitas vezes, siga o andamento de sua voz
Acima de tudo e tocável: respeite-se

É natural, é condição humana: se o ser humano diz, não é?
Eu não vou dizer que isso inexiste
Se eles dizem que existe, tudo bem
Mas a partir do momento que me exigem uma posição ou um andamento
Eu faço guerra ou greve de sexo: respeito-me

Como você pode querer ter uma ação?
Você pode fazer, criar; eu aprendi que assim não me deixo apenas repetindo
Há pessoas que escrevem cinqüenta livros sobre a mesma coisa
Há outras que não suportam quando percebem uma repetição
Porém, repito, se se repete, é importante notar

Desço do alto da colina, fui ter com os mosteirentos, uma conversa
Eles me pediram para ser uma conversa
Descendo, pediram-me para ter uma conversa
Eu não me encontro!
Todos eles, e é cada um por si
Todos eles estão separados por jaulas
Esse todos me engloba infelizmente quando não quero ser humano

Toda tentativa parece em vão
Será que estou construindo um caminho errado?
Olho para trás e percebo:
Alguns me seguindo, alguns mosteirentos entre eles
Eles têm essa incômoda mania da adaptação, do oportunismo

E eis que derrubo todos dos meus ombros e os ponho para andar com as próprias patas
Há uma seleção diferente, estudada já, chamada de cultural
Importa mesmo aqui a manutenção da cultura e não do ser humano em primeiro lugar
Mas me roubam a carta e ela parece se ler sozinha
E eu me perco, olhem só a função que estou ocupando
A mesma que destruí antes
Por que vocês acreditam em mim? Pergunta retórica

Vocês querem um pai? Vocês querem o querer do pai
Cada verso não deve ser lido apenas uma vez, nem apenas na ordem que consta
Agora. fechando os olhos, o menino sonha com o menino
Escrevendo com bombas, ele tenta dormir
Mas todos acham que ele tem tristeza
Ninguém se pergunta se o faz ficar triste
A, menino, você sabe que seria mais fácil e mais saudável você tentar achar sua mãe logo

Mas o menino só canta

"Ave Maria
Gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu
In mulieribus
Et benedictus
Fructus Ventris tui, Jesu
Sancta Maria,
Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen"

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ceci n'est pas un vagin

E aquele corpo que me era?
Cadê?
E aquela voz que me era?
Cadê?
Quem sou eu?

Isso não é como eu esperava que seria
Como ia ser, seria, e eu ria
Não há mais motivos
Há uma diferença entre o que eu queria e o que tenho agora
E o que perdi? Meu Eu, o que perdi?

Nem todos são homens dos girassóis que conseguem viver sem orelha
Não há mulher aqui, e eu, logo eu, heteronormatizei a coisa mais ainda
A bi-polaridade perversa em passivo e ativo; não é assim que a coisa ocorre
Você sabe que isso tenta
Você sabe que isso não sustenta

E a pequena diferença caiu, eu que vi dedo por debaixo de saias
Saia daqui, seu pequeno imundo; e eu queria aquilo em outro
Troquei por onde sai por onde entra errado, não é como pensei que fosse
E as roupas coladas... Elas não trazem tanto prazer assim
Lembro-me dele, meu primeiro amor, de roupas não coladas

Ele tinha o doce jeito de pegar nas minhas mãos
Não sei ao certo o que aconteceu, disseram-me que seria sem volta
Não sou uma mulher, não sangro mensalmente ou quase assim
E sempre quero mais... Ciência, poder...
Se você me der, eu vou querer, eu vou continuar querendo e querendo

Onde estou?
Cadê?
Onde sou?
Cadê
Quem estou?

Broto-me, joelhos por entre vasos, vou vazando e vasando (racha o que é frágil)
Escrevendo, tentando excrever e ezcrevendo com meus zumbidos
Se eu ouvisse as vozes (saberia lidar com isso que tanto queria), se eu tivesse ouvido (papai)...
Depois de um longo passo para a liberdade, percebo (sai-me ciência, poder)
Tudo o que eu queria (percebo o amor) era alguém para construir uma vida junto

domingo, 5 de janeiro de 2014

O Princípio (A Mulher)

Ensinaram-me o amor
E é coisa que vem se construindo
E não venho fazendo isso sozinho
Defendo com unhas e dentes
Quem me ensinou sobre o amor:
A Mulher

Pois O Homem em si, não sabe amar
Só é reforçado, desde criança, a destruir
Tenho medo da mulher aprender com O Homem
Nesse machismo mascarado de feminismo
Pois é o contrário que tem que ser
Pois ela é a mais forte

O homem passa muito tempo discutindo quem apresenta o maior pênis
Às vezes, a vida inteira
Aquelas pessoas que passam a vida inteira sozinhas
Dou um não à promiscuidade, ao medo, ao não amor

Passo meus dedos por entre teus lábios
E te digo bem baixinho:
só há amor entre duas Mulheres...
E, mascarado de machista, arremesso-te, ó homofóbico:
não tem bicho mais machista que bicha!
Jogo as cartas na mesa, pois falo sobre o amor

Ainda acharemos um homem que também quer aprender a amar como A Mulher
Ainda acharemos um homem que não seja a destruição para A Mulher
As mulheres e os homens que se espelham nA Mulher são poucos
Alguns só se espelham após muito sofrer nO Homem, no poder, no falocentrismo
Mas, temo que, às vezes, seja tarde demais
Percebam que estou escrevendo em maiúsculas (em princípio) e em minúsculas (e em principício - em subversão do princípio)
O homem, não importando se é homossexual ou heterossexual, é reforçado, desde criança, a destruir os brinquedos de guerra

A mulher, é reforçada a cuidar, a amar
E corrijo a leitura:
O homem que se espelha nA Mulher, ele não é necessariamente homossexual (isso tem nada a ver), ele é necessariamente amor (isso tem tudo a ser)
O homem que se espelha nO Homem, ele não é necessariamente heterossexual (isso tem nada a ver), ele é necessariamente poder ou apatia (isso tem tudo a ser)
A mulher que se espelha nA Mulher, ela não é necessariamente heterossexual (isso tem nada a ver), ela é necessariamente amor (isso tem tudo a ser)
A mulher que se espeha nO Homem, ela não é necessariamente homossexual (isso tem nada a ver), ela é necessariamente apatia ou poder (isso tem tudo a ser)

Nunca se esqueça! Nunca se esqueça!
Você é um ser de amor!
E ao se espelhar num princípio, ele e ela caem em principício
Então que nosso principício seja nutrido pelo princípio dA Mulher